Design + Tecnologia: Apple iPad

27 de Janeiro de 2010

Graças ao seu último lançamento, a Apple mais uma vez virou pauta de discussão mundial. O rumor não acontece por ser uma invenção revolucionária, e sim por unir várias ideias simples e funcionais, agregando em um produto todo um conjunto de ferramentas e mecanismos antes distantes. O iPad, apresentado hoje em São Fracisco, não é um Kindle, um netbook, um iPhone, e tampouco um tablet convencional, mas uma ferramenta que une tudo isso com a impecabilidade de design da marca. Com linhas similares a de um grande iPhone, o gadget, além de extremamente fino, tem uma bateria com duração de 10 horas e pode ficar um mês em standby.

É uma ferramenta que ocupa o espaço ocupado por notebooks e smartphones, enfrentando os netbooks, feitos para acessar a internet. Sobre isso, Steve Jobs afirma que é uma das melhores experiências na internet que existem, já que a página se ajusta inteiramente à tela e a navegação se torna mais flexível. Além disso, o teclado touchscreen é diferente: todos os dedos são utilizados ao digitar, como um teclado virtual. Para uma experiência mais compatível com um netbook, é possível conectar o iPad a um teclado externo. O iPad custa US$499 e também roda uma versão adaptada do pacote de produtividade iWork.

Em relação ao formato de reader, muitas foram as expectativas. A maior parte dos jornalistas especializados em tecnologia e da grande mídia já anuncia a morte do Kindle, produzido pela Amazon. O lançamento vem acompanhado do anúncio do iBooks, um aplicativo para a leitura de textos na tela de 9,7 polegadas, permitindo uma navegação fácil que une cores e vídeos, coisa que o Kindle não faz. Outra grande potencialidade do gadget é a possibilidade de utilizar todos aplicativos desenvolvidos para o iPhone, explorando esse mercado que cresceu de maneira absurda em 2009.

De um modo geral, a inovação da Apple não está em lançar um formato tecnológico diferente, já que a idéia de tablet remonta a meados da década de 80 quase todas as marcas possuem essa tecnologia, mas sim ao lançamento de uma plataforma contundente, aliando o design e intuitividade com a imagem característica da marca. O que pode culminar, talvez, no primeiro tablet que virá a ser massivamente utilizado.

Comentários e artigo na íntegra »

Design + Tecnologia: 3D, entretenimento, arte e ciência

25 de Janeiro de 2010

O homem sempre almejou reproduzir formas próximas da realidade, de pinturas nas cavernas até o Neoclassicismodas artes visuais do século XVIII. Todas essas reproduções são correspondências do mundo, assim como a fotografia e o cinema, que surgem posteriormente. Com o tempo, aumenta-se  a precisão, mas as obras seguem planificadas, em duas dimensões, na parede da caverna, no fotograma ou na tela do cinema. Nesse sentido, a tecnologia 3D, que está voltando a ser posta em voga, é uma maneira de quebrar essa planificação, fazendo com que se esteja cada vez mais imerso dentro da obra, de modo que esta saia (ou pareça sair) de sua moldura.

No caso do cinema contemporâneo, representado por filmes como UP ou Avatar, a imagem polarizada e produzida com diversos aparelhos é aliada a outros recursos, como o som “surround”, tornando a experiência multi-sensorial e cada vez mais próxima à do Cinema Sensível, descrito por Huxley em seu Admirável Mundo Novo. Apesar de parecer recente, a idéia de cinema enquanto “centro de imersão” não é nova e nos faz lembrar de filmes como Dial M for Murder de Hitchcock, uma das primeiras experiências do 3D no cinema em plena década de 50, e os shows 3D feitos pelo Kiss de 1998 a 2000.

A técnica, claro, evoluiu. James Cameron demorou 10 anos para desenvolver a tecnologia eficiente a dar forma a seu Avatar, e se inclui em toda uma cronologia de aprimoramentos notáveis nesse sentido. É pegando carona nisso que a CES, maior feira de eletrônicos do mundo, apresentou televisores e aparelhos blu-ray já capazes de reproduzir as suspostas “três dimensões”, coisa que influenciaria desde a maneira como assistimos programas de televisão até o modo como se produz publicidade (estas, por sua vez, tendendo a acompanhar as evoluções técnicas).

Mais do que entretenimento, o sistema de coordenadas tridimensionais permite a criação de protótipos diversos. Cada vez mais aparecem modelos de impressoras de comida 3D, capazes de mapear os eixos X, Y e Z e dar as coordenadas para montar os alimentos em camadas, como é o exemplo de Moléculaire Cornucopia, protótipos da Electrolux e do MIT. A impressão em três dimensões, que também já foi feita com móveis, é uma forma de libertar o material impresso da superfície bidimensional, assim como libertar o graffiti do muro no qual ele está afixado.”

De sistemas de movimentação de videogames até releituras virtuais de Picasso, os mapeamentos e criações em três dimensões têm seguido uma linha interessante de evolução, hoje sendo manipuladas por processadores e algoritmos avançados. A expectativa é grande para 2010, a ponto da tecnologia ser tida enquanto promessa do ano, principalmente por parte da indústria cultural. A exemplo disso, janeiro já começou com Avatar levando o prêmio de melhor filme no Globo de Ouro de 2010. Um provável sinal de que, para levar pessoas ao cinema, os estúdios resolveram voltar a perseguir inovações no lugar de usuários P2P.

Comentários e artigo na íntegra »

2010

21 de Dezembro de 2009

Voltaremos em 2010!

We’ll be back in 2010!

Design+Tecnologia: Architecture

07 de Dezembro de 2009

Architecture é um aplicativo de Iphone e iPod Touch que serve como uma enciclopédia de atrações arquitetônicas construídas entre os séculos XX e XXI, no mundo inteiro.

A idéia do software é funcionar mais ou menos como um guia turístico que mostra e explica as atrações. Para isso, ele usa o GPS, indicando onde estão os prédios mais interessantes de cada lugar e como chegar até eles.

Architeture também traz fotos e descrições. São mais de 1000 fotos de prédios, de 67 arquitetos em 270 cidades do mundo. Entre os arquitetos apresentados pelo software estão Niemeyer, Wright, Morphosis e Zumthor.

O aplicativo, que tem um trial de 3 dias, custa USD 3.99 / EUR 2,99.

Comentários e artigo na íntegra »

Design+Retail:Tokujin Yoshioka

04 de Dezembro de 2009

O Designer japonês Tokujin Yoshioka é o responsável pela nova instalação na Maison Hermès do Japão. A vitrine, montada para a marca francesa de bolsas e roupas,apresenta um vídeo que interage com um lenço, borrando as fronteiras entre o mundo digital e o real.

Yoshioka diz que buscou expressar, através de um sopro que sai da tela e movimenta o lenço, movimentações escondidas no cotidiano. Deste modo, ao assoprar, a atriz japonesa simula a idéia de vento sobre o lenço, chamando a atenção dos pedestres. O vento, é claro, não vem do vídeo, apesar da sensação de sincronicidade aparentar o contrário.

A instalação propõe, assim, uma organização mais minimalista e destoante da organização padrão de vitrines, que abusam do excesso de roupas, informações e cenas.

A cena, que fica em Tóquio até 29 de janeiro, vale a pena por sua beleza e inventividade, acima de tudo.

Comentários e artigo na íntegra »

Design+Arte: CO2 Cubes

02 de Dezembro de 2009

O CO2 Cubes é um cubo de 8.2m³ que representa de maneira física uma tonelada de carbono dioxiado, a média que uma pessoa comum libera para a atmosfera mensalmente. O projeto vai ser apresentado este mês em Copenhague, durante a Convenção sobre Mudanças Climáticas, da ONU, a United Nation Framework Convention on Climate Change.

Além chamar a atenção para a quantidade monumental de CO2 que enviamos para a atmosfera, seus criadores, o artista Alfio Bonanno e o arquiteto Christophe Cornubert, também optaram para que a instalação possui-se mídias digitais. A idéia é possibilitar uma conversa direta com os líderes mundiais, através de vídeos e compartilhamento de soluções práticas para a situação climática.

Para quem não pode ir até a Dinamarca, a conversa pode ser feita através do Hopenhagen, site criado por voluntários das indústrias da comunicação, publicidade e marketing. Eles prometem entregar uma petição para aos lideres de 192 países na UNFCCC mas, segundo o próprio site, este é só o começo. Vale a pena conferir e participar.

Comentários e artigo na íntegra »

Design+Inovação: Concrete Cloth

30 de Novembro de 2009

Ganhador do prêmio de material do ano de 2009 pelo Material ConneXion, Concrete Cloth é um tecido com cimento aplicado. O material revolucionário consiste em camadas de cimento entre tecido sobre um suporte de PVC, que após formar o molde desejado é misturado com água, assim mantendo o formato definido.

Por ser impermeável e resistir ao fogo, a Concrete Canvas, responsável pelo pelo produto, espera que ele seja usado em casos de desastres, situações militares e ambientes comerciais.

O fato do material sair do mundo do design e contribuir diretamente pra econômia, sociedade e indústria faz com que todos apostem suas fichas que ele vai durar muito tempo.

Comentários e artigo na íntegra »

Design+Sustentabilidade: Biblioteca de Magdeburg

27 de Novembro de 2009

Usando mil caixas recicladas da cervejaria Hasseröder e blocos de concreto recolhidos de um deposito abandonado, o grupo de arquitetos Karo desenvolveu uma biblioteca pop-up para a pequena cidade alemã de Magdeburg.

O convite, como no caso do High Line de Nova Iorque, partiu dos próprios moradores, que se sentiam frustrados diante da falta de opções da cidade.

A estrutura, que funcionou ao ar livre e operou sem cartões nem taxas, movimentou Magdeburg por apenas dois dias, mas a iniciativa foi tão bem sucedida que o grupo de arquitetos já foi convidado para criar uma versão permanente da biblioteca.

As imagens são de Anja Schlamann.

Comentários e artigo na íntegra »

Design+Inovação: Dieter Rams

25 de Novembro de 2009

O Museu de Design de Londres acaba de abrir uma exposição retrospectiva sobre o trabalho do designer industrial alemão Dieter Rams, autor da máxima “Weniger, aber besser” (Menos, porém melhor).

Dieter revolucionou o design dos anos 50 e 60 como diretor da empresa alemã Braun, cargo que ocupou por mais de 30 anos. Ele ficou conhecido por seus criar designs elegantes, confiáveis e preocupados com o meio ambiente, chegando a formular uma lista com os dez princípios do bom design:

  • Bom design é inovador
  • Bom design faz um produto ser útil
  • Bom design é estético
  • Bom design nos ajuda a entender um produto
  • Bom design é discreto
  • Bom design é honesto
  • Bom design é durável
  • Bom design se preocupa com os mínimos detalhes
  • Bom design se preocupa com o meio ambiente
  • Bom design é o menos design possível

Dieter Rams tem sido apontado como o grande inspirador do designer Jonathan Ive, da Apple, criador do iMac, iPod e Iphone.

A exposição Less and More fica permanece aberta até o dia 7 de março de 2010.

Design+Responsabilidade Social: Open Source House

23 de Novembro de 2009

Criado por Vincent van der Meulen e coordenado por um time de jovens de diversas áreas, Open Source House é um projeto de habitação para países em desenvolvimento.

Baseado no conceito de open source (código livre), o projeto propõe moradias sustentáveis, que se adaptem ao ambiente, sejam expandíveis e possuam preço acessível aos seus futuros donos.

Para tanto, o grupo propõe 8 princípios que prevêem, entre outras coisas, o ciclo de vida do material e a disponibilidade dos projetos no site, no estilo open source, servindo de inspiração para futuras implementações.

A OS House abre seu concurso de  criação de moradias no dia 15 de janeiro de 2010. As inscrições podem ser individuais ou em grupo e os vencedores terão seu projeto construído em Gana, na África.