Os estadunidenses do TAK Studio apresentaram a Turbine Light, seu projeto para o Greener Gadgets desse ano. Tratam-se de postes de luz com energia eólica. A idéia é instalar os postes em rodovias e converter o atrito de ar gerado pelos carros que passam em alta velocidade em energia. Para isso são instaladas turbinas nos postes, que ficam entre duas rodovias, com a passagem de carros de ambos os lados, o fluxo de ar movimentaria estas turbinas e este movimento seria convertido em energia.
Que a tecnologia está cada vez mais rápida, todos já sabemos. Mas uma nova prova disto é o lançamento da tecnologia Multitouch, capaz de transformar qualquer superfície, tanto as retas quanto as curvas, em uma superfície interativa ao toque.
E isto acontece menos de três anos após o comemorado lançamento da mesa interativa Surface, da Microsoft, que parecia longe do alcance do consumidor médio. E menos de um ano depois da apresentação protótipo do MIT que propõe integração e comunicação absolutas, o Sixth Sense.
A Multitouch, dos portugueses do Displax, é capaz de detectar até 16 dedos ao longo de mais de 100cm. Por ser uma superfície transparente, não interfere no display original. Além disso, ela também capta movimentações de ar, sendo capaz de definir inclusive a intensidade e o fluxo do fluxo.
Muito fina, a tela não é afetada pela luminosidade do ambiente e pode ser usada para o que você conseguir imaginar.
Um mês antes dos terremotos que chamaram a atenção do mundo para o Haiti, aconteceu por lá a primeira Ghetto Biennale. O evento foi promovido pelo The Grand Rue Sculptors, uma comunidade de artistas locais que vivia nas favelas do centro de Port-au-Prince, uma região que já era classificada como perigosa (uma “Red Zone”) antes mesmo do ocorrido.
A idéia da Bienal surgiu depois que artistas haitianos tiveram seu visto negado e não conseguiram assistir sua própria exposição na Flórida, nos Estados Unidos!
A Ghetto Biennale durou 3 semanas e contou com a presença artistas e acadêmicos de diversos países, como Estados Unidos,Reino Unido, Jamaica, Colômbia, Croácia, Alemanha, além do próprio Haiti.
Graças ao seu último lançamento, a Apple mais uma vez virou pauta de discussão mundial. O rumor não acontece por ser uma invenção revolucionária, e sim por unir várias ideias simples e funcionais, agregando em um produto todo um conjunto de ferramentas e mecanismos antes distantes. O iPad, apresentado hoje em São Fracisco, não é um Kindle, um netbook, um iPhone, e tampouco um tabletconvencional, mas uma ferramenta que une tudo isso com a impecabilidade de design da marca. Com linhas similares a de um grande iPhone, o gadget, além de extremamente fino, tem uma bateria com duração de 10 horas e pode ficar um mês em standby.
É uma ferramenta que ocupa o espaço ocupado por notebooks e smartphones, enfrentando os netbooks, feitos para acessar a internet. Sobre isso, Steve Jobsafirma que é uma das melhores experiências na internet que existem, já que a página se ajusta inteiramente à tela e a navegação se torna mais flexível. Além disso, o teclado touchscreené diferente: todos os dedos são utilizados ao digitar, como um teclado virtual. Para uma experiência mais compatível com um netbook, é possível conectar o iPad a um teclado externo. O iPad custa US$499 e também roda uma versão adaptada do pacote de produtividade iWork.
Em relação ao formato de reader, muitas foram as expectativas. A maior parte dos jornalistas especializados em tecnologia e da grande mídia já anuncia a morte do Kindle, produzido pela Amazon. O lançamento vem acompanhado do anúncio do iBooks, um aplicativo para a leitura de textos na tela de 9,7 polegadas, permitindo uma navegação fácil que une cores e vídeos, coisa que o Kindle não faz. Outra grande potencialidade do gadget é a possibilidade de utilizar todos aplicativos desenvolvidos para o iPhone,explorando esse mercado que cresceu de maneira absurda em 2009.
De um modo geral, a inovação da Apple não está em lançar um formato tecnológico diferente, já que a idéia de tablet remonta a meados da década de 80e quase todas as marcas possuem essa tecnologia, mas sim ao lançamento de uma plataforma contundente, aliando o design e intuitividade com a imagem característica da marca. O que pode culminar, talvez, no primeiro tablet que virá a ser massivamente utilizado.
O homem sempre almejou reproduzir formas próximas da realidade, de pinturas nas cavernasaté o Neoclassicismodas artes visuais do século XVIII. Todas essas reproduções são correspondências do mundo, assim como a fotografia e o cinema, que surgem posteriormente. Com o tempo, aumenta-se a precisão, mas as obras seguem planificadas, em duas dimensões, na parede da caverna, no fotograma ou na tela do cinema. Nesse sentido, a tecnologia 3D, que está voltando a ser posta em voga, é uma maneira de quebrar essa planificação, fazendo com que se esteja cada vez maisimersodentro da obra, de modo que esta saia (ou pareça sair) de sua moldura.
No caso do cinema contemporâneo, representado por filmes como UPou Avatar, a imagem polarizada e produzida com diversos aparelhos é aliada a outros recursos, como o som “surround”, tornando a experiência multi-sensorial e cada vez mais próxima à do Cinema Sensível, descrito por Huxley em seu Admirável Mundo Novo. Apesar de parecer recente, a idéia de cinema enquanto “centro de imersão” não é nova e nos faz lembrar de filmes como Dial M for Murderde Hitchcock, uma das primeiras experiências do 3D no cinema em plena década de 50, e os shows 3D feitos pelo Kissde 1998 a 2000.
A técnica, claro, evoluiu. James Cameron demorou 10 anospara desenvolver a tecnologia eficiente a dar forma a seu Avatar, e se inclui em toda uma cronologia de aprimoramentosnotáveis nesse sentido. É pegando carona nissoque a CES, maior feira de eletrônicos do mundo, apresentou televisores e aparelhos blu-ray já capazes de reproduzir as suspostas “três dimensões”, coisa que influenciaria desde a maneira como assistimos programas de televisão até o modo como se produz publicidade(estas, por sua vez, tendendo a acompanhar as evoluções técnicas).
Mais do que entretenimento, o sistema de coordenadas tridimensionais permite a criação de protótipos diversos. Cada vez mais aparecem modelos de impressoras de comida 3D, capazes de mapear os eixos X, Y e Z e dar as coordenadas para montar os alimentos em camadas, como é o exemplo de Moléculairee Cornucopia, protótipos da Electroluxe do MIT. A impressão em três dimensões, que também já foi feita com móveis, é uma forma de libertar o material impresso da superfície bidimensional, assim como libertar o graffiti do muro no qual ele está afixado.”
De sistemas de movimentação de videogamesaté releituras virtuais de Picasso, os mapeamentos e criações em três dimensões têm seguido uma linha interessante de evolução, hoje sendo manipuladas por processadores e algoritmos avançados. A expectativa é grande para 2010, a ponto da tecnologia ser tida enquantopromessa do ano, principalmente por parte da indústria cultural. A exemplo disso, janeiro já começou com Avatar levando o prêmio de melhor filme no Globo de Ouro de 2010. Um provável sinal de que, para levar pessoas ao cinema, os estúdios resolveram voltar a perseguir inovações no lugar de usuários P2P.
Architecture é um aplicativo de Iphone e iPod Touch que serve como uma enciclopédia de atrações arquitetônicas construídas entre os séculos XX e XXI, no mundo inteiro.
A idéia do software é funcionar mais ou menos como um guia turístico que mostra e explica as atrações. Para isso, ele usa o GPS, indicando onde estão os prédios mais interessantes de cada lugar e como chegar até eles.
Architeture também traz fotos e descrições. São mais de 1000 fotos de prédios, de 67 arquitetos em 270 cidades do mundo. Entre os arquitetos apresentados pelo software estão Niemeyer, Wright, Morphosis e Zumthor.
O aplicativo, que tem um trial de 3 dias, custa USD 3.99 / EUR 2,99.
Yoshioka diz que buscou expressar, através de um sopro que sai da tela e movimenta o lenço, movimentações escondidas no cotidiano. Deste modo, ao assoprar, a atriz japonesa simula a idéia de vento sobre o lenço, chamando a atenção dos pedestres. O vento, é claro, não vem do vídeo, apesar da sensação de sincronicidade aparentar o contrário.
A instalação propõe, assim, uma organização mais minimalista e destoante da organização padrão de vitrines, que abusam do excesso de roupas, informações e cenas.
A cena, que fica em Tóquio até 29 de janeiro, vale a pena por sua beleza e inventividade, acima de tudo.
O CO2 Cubes é um cubo de 8.2m³ que representa de maneira física uma tonelada de carbono dioxiado, a média que uma pessoa comum libera para a atmosfera mensalmente. O projeto vai ser apresentado este mês em Copenhague, durante a Convenção sobre Mudanças Climáticas, da ONU, a United Nation Framework Convention on Climate Change.
Além chamar a atenção para a quantidade monumental de CO2 que enviamos para a atmosfera, seus criadores, o artista Alfio Bonanno e o arquiteto Christophe Cornubert, também optaram para que a instalação possui-se mídias digitais. A idéia é possibilitar uma conversa direta com os líderes mundiais, através de vídeos e compartilhamento de soluções práticas para a situação climática.
Para quem não pode ir até a Dinamarca, a conversa pode ser feita através do Hopenhagen, site criado por voluntários das indústrias da comunicação, publicidade e marketing. Eles prometem entregar uma petição para aos lideres de 192 países na UNFCCC mas, segundo o próprio site, este é só o começo. Vale a pena conferir e participar.
Ganhador do prêmio de material do ano de 2009 pelo Material ConneXion, Concrete Cloth é um tecido com cimento aplicado. O material revolucionário consiste em camadas de cimento entre tecido sobre um suporte de PVC, que após formar o molde desejado é misturado com água, assim mantendo o formato definido.
Por ser impermeável e resistir ao fogo, a Concrete Canvas, responsável pelo pelo produto, espera que ele seja usado em casos de desastres, situações militares e ambientes comerciais.
O fato do material sair do mundo do design e contribuir diretamente pra econômia, sociedade e indústria faz com que todos apostem suas fichas que ele vai durar muito tempo.